Archive for the 'Dica de série' category

Lost tem final definido

Friday, June 15th, 2007

Lost Box

Os produtores da série mais misteriosa dos últimos (quiçá de todos) tempos, Carlton Cuse e Damon Lindelof, anunciaram que, numa reunião super-secreta realizada com a equipe criativa do programa, definiram o rumo que Lost tomará nas próximas (e últimas) três temporadas e, de quebra, já acertaram como será o final da trama. Para tranquilizar os fãs, eles disseram que a história terá um final lógico e sem pontas soltas. Ou seja, podemos esperar pelas respostas de todos os mistérios cabeludos da ilha.

Dexter: tensão e humor negro numa narrativa primorosa

Monday, May 14th, 2007

nota: 10,0

Dexter

Dexter Morgan (Michael C. Hall) é um exímio analista forense especialista em “Análise de Padrão de Manchas de Sangue” (BPA -Bloodstaim Pattern Analysis) que, trabalhando na polícia de Miami, ajuda na captura de assassinos que assolam a cidade. A grande diferença entre Dexter e os outros policiais, é que ele também é um serial killer. Porém, graças aos ensinamentos de seu pai, que percebeu os impulsos psicopatas do garoto, ele só pratica seu hobby ( :P ) em bandidos que conseguem escapar da lei.

A série é narrada pelo próprio Dexter, e assim começamos a ver o mundo pelos olhos de um serial killer, nos deparando com suas dúvidas, motivações e até torcendo por ele. Torcemos para que ele consiga cometer seus “pequenos delitos” sem ser pego. As doses de humor negro, nada homeopáticas, são um show a parte, em determinado momento, ao se deparar com a cena de um crime sem sangue, dentro ou fora da vítima, ele pensa “Sem sangue. Como não pensei nisso antes?“.

Com uma narrativa ágil, um roteiro muito bem amarrado e um elenco coadjuvante (?) de primeira, a primeira temporada de Dexter teve doze episódios com um arco dramático bem definido e finalizado com perfeição (parece até um filme de ). Em tempos de séries que nunca mostram um fim, Dexter agrada em cheio, basta ter estômago e estar preparado para gostar de um justiceiro às avessas!

Weeds: humor ácido com crítica

Saturday, April 28th, 2007

nota: 10,0

weeds

Vou continuar postando os reviews dos episódios de cada série a medida em que for assistindo, mas farei alguns posts com reviews dos seriados (do seriado como um todo e não de um episódio específico) que gosto para servir como dicas aos leitores que acompanham o blog. Serve até para apresentar séries que não são tão badaladas, no entanto são excelentes.

É o caso de Weeds. Na série, Nancy (Mary-Louise Parker) é uma dona de casa, mãe de dois filhos, que mora no subúrbio da “tranquila” (quando assistir a série, você entenderá o motivo das aspas) e aparentemente conservadora cidade de Agrestic. O problema é que ela ficou viúva e, sem emprego, se viu obrigada a comercializar um produto bastante “útil” na comunidade tediosa em que vive: maconha (Daí o nome da série: Weeds em inglês significa ERVA).

A série poderia apresentar todos os clichês a respeito do mundo das drogas, desde maconheiros abobalhados a traficantes inescrupulosos, no entanto, Nancy (a “traficante”) detesta o que faz, nunca usou seu produto, esconde de todos – inclusive de sua família – sua “profissão” e seus clientes são os insuspeitos cidadãos de sua comunidade hipócrita: advogados, executivos…

Weeds poster

Não temos uma mocinha indefesa que luta contra vilões estereotipados e sim uma mulher comum que, para sobreviver e manter padrão de vida de seus filhos, é obrigada a transgredir a lei.

Com uma história bem amarrada e muito bem conduzida, personagens interessantíssimos, um elenco afiado (Elizabeth Perkins está simplesmente perfeita na pele da megera Celia) e diálogos muito inteligentes, a série fez sucesso nos EUA prezando pela temática politicamente incorreta e crítica ao (aparentemente) perfeito. A terceira temporada da série estréia em julho nos EUA no canal Showtime (o mesmo de DEXTER, que falarei em outro post). Imperdível.